terça-feira, julho 06, 2010

Quando passo pelas ruas, assisto uma quantidade de imagens falsas. A perfeição humana está estampada por todos os lados. Não digo só do material gráfico, das revistas de moda, da publicidade babaca. Incluo as mesmas festinhas de sempre, com meninas iguais, derivadas de tons negros. Nossas gremlins reproduzidas nas madrugadas. Ou as microcelebridades que não pisam no chão. Pequenos brinquedinhos de plásticos. Falta o espontâneo, o verdadeiro. É como se a vida, para ser bela, precisasse de bons ajustes de photoshop. Isso me dá nos nervos. Talvez eu tenha nascido na época errada. Gosto do estranho, do peculiar, do mal acabado. Nada mais afrodisíaco que a verdade estampada. Prefiro abolir as máscaras, trabalhar apenas com real e ter olhos para sugar poesias cotidianas. 

Um comentário:

Ju disse...

A gente, além de ser perfeita, tem que ser natural e aparentar o ser sem esforço nenhum! Cruel, muito cruel. E ninguém ganha.