segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Manual para reciclar o domingo.








Junte bons amigos. Poetas, atrizes, artistas plásticos, cozinheiras e um economista. Adicione o Chico Buarque no Mac Book. Ponha as cervejas variadas na geladeira. Faça cigarros fitoterapicos. Acrescente o tereré na cuia improvisada. Dê boas risadas escancaradas. Tempere o frango com tomilho, elabore um risoto de abacaxi. Salpique gengibre, alho e alecrim. Dance no meio da cozinha, enquanto o almoço fica pronto. Pegue o estilete e o papel. Imprima as frases. Desenhe bailarinas. Recorte e cole. Pense nas cores. Substitua o cinza. Converse sobre bucetas, sobre paixões, sobre desapego. Sofra ao cortar todas as vogais circulares. Desenhe o remédio perfeito. Seja sutil, porém eficaz. Esparrame o vinho na assadeira. Não se esqueça de comer no chão, elogiar as cozinheiras e repetir o prato. Depois beije a cidade. Encontre o seu lugar. Particularize. Faça parte. Deixe cicatrizes contemporâneas. Pinturas Rupestres. Tatuagens Efêmeras. Seja solidário. Transcreva, transmute. Abra espaço para que as borboletas possam voar sobre o concreto.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

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Eu tinha virado um pequeno monstro clichê. Não te destinava toda a culpa pela minha metamorfose, porém era necessário que você entendesse que sem a sua contribuição eficaz, eu jamais chegaria a esse ponto. A transformação era apenas uma resposta as tuas ações impensadas. Para as inúmeras palavras amorosas, que você fazia questão de tatuar na minha pele sem anestesia. E também, por aquela espera infundada de um amor impossível.

Porque você ainda alimentava os nossos pássaros imaginários?

Você sabia que em algum momento eu iria enlouquecer. Pediu, implorou, fez promessa pra Santo Antônio. E conseguiu a tua meta. Eu estava com o coração escancarado e de cabeça mergulhada no seu poço sem fundo. Antes de me atirar, me esqueci de avaliar o teu egoísmo. Ou o planejamento perfeito para seguir o modelo ultrapassado que a sociedade impõe.  Eu me incluí na tua vidinha insossa, para que desse modo, você vibrasse de verdade.   

Queria atravessar a sua linha pré-estabelecida.

Acreditava que o amor era capaz de mudar o mundo quando te conheci. Defendia os meus sonhos com unhas e dentes. Comia o maior pedaço do bolo sem ter medo de engordar. Havia uma plenitude solitária. A minha felicidade dependia exclusivamente de mim. Mas, de repente, você se tornou necessário. Como uma droga, um vício. Deixei que você entrasse na minha vidinha insossa também.  

Em toda parte, havia anúncios contra o câncer de mama, mas nada contra a dependência emocional. Deve ter sido por isso, que eu me perdi.

Compreendia todos os teus disparates. E de tanto entender o seu lado da moeda, não reconhecia mais a minha imagem no espelho do banheiro. Tentava me apegar a pequenas migalhas de esperança para continuar amando você. Ludibriava os fatos, criava poesias sobre as tuas mentiras. Você me privava da sua companhia física, mas invadia a imaginação. Você era a minha esquizofrenia.

São as verdades compartilhadas que fazem dos amantes, cúmplices.  

Esse amor degenerado era responsável pela minha mutação voluntária. Cada dia, eu descia mais um degrau. Não conseguia ficar calada perante o seu discurso hipócrita. Chata, lamentosa, desinteressante. Gritava uma ladainha na porta da sua casa. Havia me tornado o estereótipo histérico. E assim, eu entregava bons motivos para você se esquecer da minha existência. Era através do seu desinteresse que atingiria a minha salvação.

O pequeno monstro clichê pedia a tua estaca fincada no coração.

domingo, fevereiro 20, 2011

Apaguei vinte frases, antes de começar essa. Como se as palavras precisassem ser analisadas e balanceadas para aparecerem na tela. Não há orações perfeitas, nem rimas raras. É que, de certa forma, a poesia silenciou.

Um silêncio digno e necessário.

(Pra que repetir as mesmas palavras, se elas não fazem mais nenhum sentido?)  

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Pedir calma é desculpa de covarde.

fim de semana

Três dias dentro de casa. Telefone desligado. Uma erupção. Um pequenino óvni sobre os meus lábios ressecados. Idéias soltas, bagunçadas. Muita pesquisa de imagem e nenhuma linha de poesia. 

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Pra começar a semana:

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve pra isso: para que eu não pare de caminhar".
Eduardo Galeano. 

domingo, fevereiro 06, 2011



(latim libertas, -atiss. f.


1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem.
2. Condição do homem ou da nação que goza de liberdade.
3. Conjunto das ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão.
4. Fig. Ousadia.
5. Franqueza.
6. Licença.
7. Desassombro.
8. Demasiada familiaridade.


mais fotos, clique na liberdade. =]