segunda-feira, novembro 10, 2008

Sou vestida de morte ao amanhecer. Parece que tudo sobra mim. Mistura estranha e mal encaixada esse meu pequeno quebra-cabeça. Há restos por todos os lados. Os atos de nascer e morrer se excedem sobre os meus poros cansados. Lágrimas que caem são eternas. Como se esse rasgo nunca parasse de sangrar. Dói ser assim, ser um excesso de duvida, ser o instante perdido, ser amor inventado. Como algo estranho e efêmero pode me mover? Os ventos batem além das janelas. Eles correm um mundo bem maior que eu. E a minha pele é sempre recheada de posses. Sou muitas, sou além

4 comentários:

Camila disse...

chega aí pra um chá qualquer dia desses ^^" e traga sua meia mais
quentinha.
camila.marilac@yahoo.com.br

P. Matheus disse...

Gostei...mesmo, tão pesado que lembrou-me Baudelaire!!!
detalhe....gosto demais da palavra efémero, ou efémera, nunca consigo coloca-la nas minhas rimas

Ylian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Larissa disse...

Ao menos, toda essa angústia é tranformada em algo belo, tão surpreendentemente belo...
Você é linda e merece ser amada tal qual.