quinta-feira, junho 12, 2008

Avia-dor

Tira de Lucas Tonon Gehre
(
hahaha-naotemgraca.blogspot.com)
Era uma vez.
Era sua vez.
Era suave
Era ave.

5 comentários:

Anônimo disse...

Sua ave avoando
ouviu uma voz; um canto
Era alguém te chamando
sem saber seu nome

Você estava na beira de um Beirute
E eu estava no meio de um deslumbre
A escrever tentando descrever
alguém que conhece dor de A a Z

Sequer sabia o signo
de quem me fisgou
Vejam só o papel invertido:
É de peixes quem me pescou

Naquela noite de sol,
Fiz do papel branco, anzol
Fiz da caneta, linha
E fiz das letras, sua isca

Só que ao dar o bote,
o bote passou a ser seu

E acabei desejando morder...

Morder as letras da sua isca
Morder os espaços do seu corpo
Morder as poesias da sua língua
e lamber as feridas da sua pele

Eu quero o seu saber
Eu quero o seu sabor

O Silva disse...

A-NI-MA-L!!!!
tanto a poesia... como a (res)post(a) anterior...

palmas para o povo poeta!!!

Patrícia Del Rey disse...

hehhehhehehh

a poesia é capaz de salvar o meu mundo! =]

Pheull disse...

Havia dor...

se havia, não há..por quê?

O rémédio amor proprio me foi aplicado!!


=*)

Gostei da poesia do anônimo tmb!

Anônimo disse...

O anônimo agradece

Mas toda essa poesia
só conjuga um único verbo:

P a t r i c i a R