sexta-feira, dezembro 25, 2009

Eu não tenho medo da dor. A dor está grávida de palavras. E são elas que irão curar o meu aborto prematuro. O meu tiro no escuro. A minha falta de você. Vou ser palavra limpa, lavada pela água do mar. Lacrimejarei cada encontro, cada esperança morta. Até ficar vazia de todas as partes que te pertence. E seguir sozinha por uma Bahia imensa.

5 comentários:

Carla Ladeira. Ser múltiplo e aspiral. disse...

Evoé,
a ti eterna "parideira"...

E a dor por sua vez é filha primeira da paixão, eim?...A pergunta que fica é,
por que ainda assim mesmo sentimos um enorme vazio?
por que elas não ocupam os lugares quem deveriam realmente ocupar?

...pois é....Lembrei de uma comunidade no orkut, "perguntas sem respostas" ...rs

abraços

Anônimo disse...

Poeta anônimo manda um beijo
e deseja um ótimo 2010 para você...

Paixões à vista???

um cara aí disse...

a alegria também está grávida de palavras e sem o sofrimento da dor

Patrícia Del Rey disse...

O dia era de dor. Mas a noite foi de alegria. E quanto as palavras, elas me encharcam por todos os lados...

Guilherme disse...

Seguir sempre. O amores passam, assim como o bloco da vida, por isso não dá para ficar parado olhando o mundo rodar. Rodemos com ele, levemente, como um passo de dança.