sexta-feira, setembro 07, 2007

Ton sur Ton




Palavras presas na minha boca, poemas que devem ser escritos, uma confusão de sentidos que pulsam, enquanto escorre sangue entre as minhas pernas e sobre o teu lençol. Ton sur ton. Eu perdida entre tantos vermelhos... Batom, peruca, salto alto e... sangue! Muito sangue pra lavar e benzer o nascimento de algo novo. Algo tão eterno quanto o agora! Algo que não se fala, que se confunde ou se esconde sobre a margem de uma razão caduca e antiquada.Um medo bobo que dá de querer voar e cair de cara no chão. Besteira. Bobagem. Pra que pensar nisso, quando tenho tão perto de mim a loucura que é sentir seus lábios carnudos sobre a minha pele cansada? Mistura de sentidos. Cheiros, gêneros, oposições astrológicas e, sobretudo conjunção de corpos! Não só os celestiais, mas os nossos, esses que se adaptam muito bem, um ao outro! Talvez seja o ascendente em comum ou simplesmente as cores que combinam. Ton sur ton. Tenho vontade de derramar não apenas sangue, mas litros de palavras suspiradas que pingariam gota a gota sobre o teu corpo libriano... Essas minhas palavras bobas, efêmeras, fugazes que correm o mundo atrás de poesias como você.

5 comentários:

Salve Jorge disse...

Libriano?
Será um piano
Rearticulador de suas notas
Será altiplano
Que buscarão suas rotas
E causará dano
Aos pés dentro de suas botas
Lorotas..
Mas desejo, ainda assim, boa sorte...

djmaffra disse...

paixão...não coma a sobremesa antes...o doce e sempre melhor depois do salgado rs...não tenha medo de cair... a vida e feita de tombos...boa sorte!!

Patrícia Del Rey disse...

Paty, definitivamente não consegui postar meu depoimento
Vai aqui, por enquanto:

Esse é um amor animal, daqueles que devora as próprias entranhas na busca de uma explicação para a sua paixão. É ser o palco de seu próprio amor, saber que precisa encontrar no mundo algo que já existe dentro de você. Tão perto e tão distante... Vai demorar para eu esquecer (da minha invisível?), um texto sincero e trágico.

Paulo Bacana

* Tive que postar pra ele...rs

andre disse...

Essa foto é do meu Workshop de Iluminação, certo?

Se incomodaria de colocar o crédito?

Lindo o seu blog

To preparando umas fotos pra te mandar...

abs
André Gardenberg

Armazém de Knetas disse...

Partiu como um Galho


Ela chegou de mansinho, abriu a porta e logo entrou.
Me apresentou o Sol e depois a Lua, caminhou comigo,
pela estrada das Estrelas.
Fechou os olhos e trancou a porta
com todos os meus sentimentos lá dentro.
Por isso, que coração de Poeta é rachado.

Léo Gama