Esse era um daqueles dias mágicos, quando os opostos tornam semelhantes. Os dois corpos estavam parados, nus, entregues. Um sobre o outro, outro sobre um. Opostos dançavam suas diferenças sobre uma luz vermelha azulada. Uma dança à dois, sem pés machucados. Movimentação suave, leve como brisa, sobre aquela cama bagunçada que nos abraçava. Pés de valsa, sonhos de mãos e olhos que mostravam o que a mente gostaria de esconder. E era de lá, dos olhos falantes, que nascia a música. O dialogo entre os opostos. Opostos que se assemelham no olhar, no cheiro, no tato e no gosto. E enquanto isso, mundo fazia silencio para não atrapalhar a nossa dança.