sexta-feira, março 21, 2008

Receio


Não devo fechar, nem abrir:
deixar entreaberta.
Sumir com a certeza,
e mostrar apenas uma fresta.

Respirar duas vezes,
pensar outras 500.
Olhar a nova ruga no espelho
Chá de camomila com menta!

Acender um incenso
Olhar para o lado
Será que devo sair de mansinho
ou correr acelerado?

Segurar as pernas que balaçam
Meu eterno medo de ter medo
O receio da dança à dois.
De ser pássaro preso no rochedo.

É melhor esquecer de tudo isso.
Deixar o tempo passar.
Parar de escrever e pensar:
Porque se preocupar tanto,
se no fundo o que todos querem é amar?

6 comentários:

david santos disse...

Fotos y poema, excelentes. Gracias por compartirlos.
Tien una buena Páscoa.

O Silva disse...

FODA hein , paty...
é sem dúvida o que todos querem...
eu também!!!

Pelos Olhos disse...

E se a gente se enforcasse?

Salve Jorge disse...

Quem tem receio
O tem mais
Do que já veio
E não do que virá
Pois lá
Além do cais
Não há paz
Nem tempestade
Só uma possibilidade
De viagem
E seria bobagem
Temer sair
Quando se quer tanto voltar...

O Silva disse...

que foda hein salve jorge!!!!
Matou a pau
e fim de papo...
Salve Jorge!!!

de ego cap. deville disse...

medo é universal.
amor é mais arbitrário.
importante é não se preocupar mesmo.
o tédio também é universal.
no fundo, todos quer é sentir.